O que mudou no mercado imobiliário após a pandemia

  • 1 ano atrás
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Você sabe o que mudou no mercado imobiliário após a pandemia? A Covid-19 que surgiu no fim de 2019 e ganhou força ao longo de 2020 foi péssima para diversos setores da economia, mas não para a construção civil. Por mais que diversos lançamentos tenham sido adiados, a venda de apartamentos foi positiva.

Para contextualizar, o Brasil vinha apresentando dificuldades em relação a venda de imóveis entre 2013 e 2018, logo após um período de abundância. Afinal, entre 2008 e 2013 o país viveu o que pode ser considerado o melhor momento na história, em relação a venda de imóveis. Então, desde 2018 vinha se recuperando da queda.

A pandemia fez com que muitas pessoas perdessem o emprego e tivessem que adiar o sonho de comprar a casa própria, por outro lado, baixou os juros e permitiu um momento positivo para o setor. Mas, o que mudou no mercado imobiliário após a pandemia? Confira as principais informações e novidades a partir de agora!

Quais os impactos da pandemia na economia brasileira?

É impossível mensurar os impactos causados pela pandemia do coronavírus na economia brasileira e no mercado imobiliário. Contudo, já é possível afirmar que a crise desacelerou alguns setores que deveriam apresentar alta em 2020. Em 2019, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil cresceu 1,6% em relação a 2018.

Nos primeiros 3 meses de 2020, o setor registrou uma queda de 2,4% em comparação com os 3 meses anteriores. Considerando somente o número de propriedades vendidas, reduziu em 1,2% se comparado ao mesmo período do ano anterior. Mas, é preciso destacar que a crise prejudicou toda a economia do país, não apenas a construção e a venda de imóveis.

A partir do segundo trimestre, os números começaram a melhorar. Na cidade de São Paulo, a principal do Brasil, foram 161 alvarás para novas obras no período, o que representa uma elevação de 13,4% se comparado com a mesma época do ano anterior. Enfim, mesmo que o cenário pareça complicado, não é bem assim.

Como está o mercado imobiliário após a pandemia?

A pandemia de Covid-19 trouxe diversas alterações para a rotina das famílias brasileiras e do mundo inteiro. Por exemplo, a necessidade de ficar mais tempo em casa criou um novo movimento no mercado imobiliário, onde os imóveis pequenos passaram a ser considerados menos agradáveis. Desse modo, os apartamentos e casas maiores passaram a ser vistos com outros olhos.

Além disso, as pessoas que passaram a ficar mais tempo em casa começaram a perceber os ambientes mais importantes, como sala de estar, varanda e cozinha. No caso dos apartamentos com 3 quartos, mas com famílias que não ocupam todos os dormitórios, uma alternativa é transformá-los em escritório para o home office, ou mesmo uma área usada por todos os moradores, visando o trabalho.

O mercado imobiliário vem apresentando crescimento mesmo com a crise econômica que o Brasil está enfrentando. Por mais que o número de vendas e de lançamentos tenha sido reduzido entre março e maio, desde julho o setor da construção civil vem apresentando ótimos números. Portanto, o cenário é positivo e deve continuar melhorando nos próximos meses.

Queda nos juros

Desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o governo federal, a Taxa Selic vem sendo reduzida constantemente. Ela é considerada a taxa básica de juros do Brasil, controlada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, chegando a 2% ao ano. Isso quer dizer que os juros no Brasil nunca estiveram tão baixos quanto agora.

Isso quer dizer que os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e até mesmo no cartão de crédito estão menores do que nunca. Portanto, é algo essencial para estimular o setor, mesmo que diversas pessoas tenham adiado o sonho de comprar um imóvel. Por outro lado, novos lançamentos imobiliários vêm sendo feitos em diversas cidades do Brasil.

A redução na Taxa Selic faz com que os rendimentos sejam menores para quem aposta na renda fixa, como é o caso da poupança e do Tesouro Selic. A partir disso, investidores podem encontrar no setor imobiliário, que aparece como uma ótima opção para aplicar o dinheiro. Afinal, esse é um setor sem riscos, sendo que depois o apartamento pode ser vendido e gerar lucro.

Investimento em realidade virtual

As empresas da construção civil procuram investir cada vez mais no conceito de realidade virtual. Isso quer dizer que uma ideia para o pós-pandemia é que passem a trabalhar com modelos 3D dos apartamentos disponíveis para morar e daqueles que estão na planta. Desse modo, os interessados podem conhecer o ambiente sem sair de casa.

Essa possibilidade é muito interessante, já que permite aos interessados conhecer muitos imóveis dentro de pouco tempo. Antes as pessoas precisavam pegar o carro e ir até a construtora, ou ter contato com um corretor, para que pudessem conferir as opções. Assim, o processo de venda passa por uma alteração.

É algo conhecido como tour virtual, onde a construtora pode contratar uma equipe para filmar o imóvel pronto para morar e depois o conteúdo é publicado no site. Essa é uma tendência que deve ficar ainda mais forte nos próximos anos, evitando o contato entre as pessoas e reduzindo os riscos de contaminação, mesmo após o lançamento de uma vacina.

Relação das pessoas com os lares

Inegavelmente as pessoas passaram a ter uma relação diferenciada com os imóveis durante a pandemia. Grande parte da sociedade passou a atuar em home office durante certo período, sendo que muitas empresas inclusive seguiram com este modelo de jornada. Desse modo, as pessoas tiveram que fazer adaptações em suas moradias.

É possível imaginar que após a pandemia as pessoas passem a buscar imóveis maiores, que proporcionem uma condição ampliada de lazer. Até mesmo local para os animais domésticos, espaço garden e uma varanda são interessantes. Enfim, tudo o que é capaz de oferecer mais conforto para a vida em um ambiente agradável será buscando no mercado imobiliário após a pandemia.

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